terça-feira, 28 de agosto de 2012

Acidentes Acontecem


    • Por sorte, está vivo.

      Correra porque gosta

      de arriscar seu coração.



      Naquele sentir efusivo,

      despencou numa encosta,

      ao amar sem qualquer noção.



      Num acidente auto-afetivo,

      no qual teve ternura exposta,

      perdeu o controle da sua paixão.

domingo, 5 de agosto de 2012

De Chá, de Amores

– Seu chá de hortelã. – Moço, eu não pedi nada. – Quem mandou foi um seu fã. – Posso saber por quem fui agraciada? – Apenas que te amou ontem, hoje e amará amanhã. – Ah, entendo. Por isso que eu já estava me sentindo enjoada.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Não Fale de Amor...

… a quem de tudo reclama. … a quem por nada se inflama. … a quem veja amor como drama. … a quem entenda o amor feito trama. … a quem não deita na grama. … a quem lágrimas não derrama. … a quem vê no amor atalho à cama. … a quem não acenda ao amor sua chama. … a quem busque amar pela fama. … a quem pense amar sem sair da lama. … a quem vislumbre amor só por panorama. … a quem não entenda o modo como você ama.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

– Quem dera... – Ah, nem começa! – Mas, ei! Espera. – Já conheço a peça. – É uma outra quimera. – Também não me interessa. – Por isso você fica uma fera? – Não por isso. Quer saber? Vou nessa! – Posso saber se você volta antes da primavera? – Quem sabe. Eu não gosto de ficar devendo nenhuma promessa.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Da Pedra

Houve quem visse na pedra princípio de construção. Outros a veem como instrumento de depredação. Aquele a viu como fonte de inspiração e aqueles nem a viram, até o tropeção.

domingo, 31 de julho de 2011

A Saga da Sábia Que Se Sabia Feliz

Ela vivia
tão contente,
a inspirar poesia,
em meio àquela gente.

O seu olhar era guia
a quem lhe olhava de frente
e nenhum esforço fazia
para se mostrar sorridente.

Porque, não lhe cabia
um viver intransigente,
preso a qualquer nostalgia,
como quem se nega ao presente.

Se nem tudo era alegria,
a nada ficava indiferente.
O que tinha sentido, ela sentia;
sem se passar por inocente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Às pazes, das fases

O amor que revelo
é o que não revela
nenhuma fotografia.

O adeus que cancelo,
nem a tudo cancela
dessa tua hipocrisia.

Nem por isso apelo,
como quem apela
a qualquer baixaria.

O teu sorriso é belo,
mas que seja mais bela
nossa vida em harmonia.

Porque, não me flagelo,
nem passo minha flanela
a dar brilho em covardia.

Esqueça teu riso amarelo.
Brincaremos de vaca amarela,
para reviver toda nossa alegria.