quarta-feira, 25 de maio de 2011

Amores Satisfeitos

Amores não são perfeitos,
nem são afeitos à confusão.

Amores só são bem feitos
quando sujeitos a restauração.

Amores têm mais direitos
do que os defeitos da obrigação.

Amores são mais que peitos
e todos os trejeitos da sedução.

Amores, quando são aceitos,
merecem respeitos em profusão.

Amores, mesmo que estreitos,
não são preceitos de alienação.

Amores vivem além dos leitos
e dos meros proveitos da relação.

Onde amores não forem confeitos,
que não sejam rejeitos de construção.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Panorama da Lama

Na minha preguiça de fama,
não quis saber de ser cantor.
Ser poeta foi o meu drama.
Eu queria era ser compositor.

Mas, nunca fui bom de trama
e a oportunidade não faz favor.
Só mantenho acesa a chama,
pelos que sabem me dar valor.

O meu terno é o meu pijama,
que no inverno me dá o calor.
Embora eu seja ruim de cama,
durmo a sonhar o grande amor.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Das Impressões

Tenho a impressão,
a que mais dá na pinta,
de que a pessoa ressentida,
com mágoa de alguma paixão,
é como uma impressora sem tinta
que deixa de imprimir seu amor na vida.

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe é o poço das memórias que compuseram nossas histórias.

Algumas máximas maternas:
Isso não é hora de andar por aí.
Eu preciso agora, por isso que pedi.
Vê se não demora, porque preciso de ti.
Esquece e não chora. Estou contigo aqui.
Minha nossa senhora! Como foi que esqueci?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O romantismo sobrevive à rotina do casal?

O romantismo, quando vivido mutuamente e com felicidade, torna a rotina aliada de ambos. A menos que um dos dois finja ser romântico e, com o tempo, acabe por sentir-se saturado de "tanto amor". Pois, rotina pressupõe organização e hábitos cotidianos, compartilhados ou separados. A individualidade sendo respeitada, a rotina não é pretexto para nada. O melhor da rotina é vê-la, vez por outra, ser quebrada.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Caras Pintadas

A comunidade indígena,
da pátria sempre apartada
feita uma espécie alienígena,
hoje tem seu dia de cara pintada.

Não é cara de quem sonha.
É a real cara séria e fechada,
que ainda lhe resta de vergonha;
visto que, não lhe resta quase nada.

Todas as falsas caras pálidas,
transitam pela surreal esplanada.
Cúmplices das suas leis esquálidas,
se perpetuam entre governos de fachada.

Os índios, hoje, se vestem de luto.
Os legítimos filhos da terra mãe amada,
vivem segregados ao descaso de seu reduto.
Muitos deles, já são os migrantes da nação favelada.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Causas e Efeitos

Passados os medos,
presentes na apresentação,
eles reservaram futuros segredos
a uma melhor e mais oportuna ocasião,
onde saberiam se os efeitos dos seus torpedos
persistiriam além dos efusivos impulsos daquela paixão.