quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Da Pedra

Houve quem visse na pedra princípio de construção. Outros a veem como instrumento de depredação. Aquele a viu como fonte de inspiração e aqueles nem a viram, até o tropeção.

domingo, 31 de julho de 2011

A Saga da Sábia Que Se Sabia Feliz

Ela vivia
tão contente,
a inspirar poesia,
em meio àquela gente.

O seu olhar era guia
a quem lhe olhava de frente
e nenhum esforço fazia
para se mostrar sorridente.

Porque, não lhe cabia
um viver intransigente,
preso a qualquer nostalgia,
como quem se nega ao presente.

Se nem tudo era alegria,
a nada ficava indiferente.
O que tinha sentido, ela sentia;
sem se passar por inocente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Às pazes, das fases

O amor que revelo
é o que não revela
nenhuma fotografia.

O adeus que cancelo,
nem a tudo cancela
dessa tua hipocrisia.

Nem por isso apelo,
como quem apela
a qualquer baixaria.

O teu sorriso é belo,
mas que seja mais bela
nossa vida em harmonia.

Porque, não me flagelo,
nem passo minha flanela
a dar brilho em covardia.

Esqueça teu riso amarelo.
Brincaremos de vaca amarela,
para reviver toda nossa alegria.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ponte no Mar do Amor

Não vou cantar
qualquer cantilena.
Nem mesmo vou rezar
nenhuma extensa novena.

Mas, se preciso for,
entrarei em quarentena,
a me condicionar ao amor
que encontrei nessa morena.

Ela é um belo horizonte.
Ao meu coração, é a safena.
Construirei, de versos, uma ponte.
A poesia me levará, até essa madrilena.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Amores Satisfeitos

Amores não são perfeitos,
nem são afeitos à confusão.

Amores só são bem feitos
quando sujeitos a restauração.

Amores têm mais direitos
do que os defeitos da obrigação.

Amores são mais que peitos
e todos os trejeitos da sedução.

Amores, quando são aceitos,
merecem respeitos em profusão.

Amores, mesmo que estreitos,
não são preceitos de alienação.

Amores vivem além dos leitos
e dos meros proveitos da relação.

Onde amores não forem confeitos,
que não sejam rejeitos de construção.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Panorama da Lama

Na minha preguiça de fama,
não quis saber de ser cantor.
Ser poeta foi o meu drama.
Eu queria era ser compositor.

Mas, nunca fui bom de trama
e a oportunidade não faz favor.
Só mantenho acesa a chama,
pelos que sabem me dar valor.

O meu terno é o meu pijama,
que no inverno me dá o calor.
Embora eu seja ruim de cama,
durmo a sonhar o grande amor.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Das Impressões

Tenho a impressão,
a que mais dá na pinta,
de que a pessoa ressentida,
com mágoa de alguma paixão,
é como uma impressora sem tinta
que deixa de imprimir seu amor na vida.