quarta-feira, 27 de junho de 2012
Não Fale de Amor...
… a quem de tudo reclama.
… a quem por nada se inflama.
… a quem veja amor como drama.
… a quem entenda o amor feito trama.
… a quem não deita na grama.
… a quem lágrimas não derrama.
… a quem vê no amor atalho à cama.
… a quem não acenda ao amor sua chama.
… a quem busque amar pela fama.
… a quem pense amar sem sair da lama.
… a quem vislumbre amor só por panorama.
… a quem não entenda o modo como você ama.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
– Quem dera...
– Ah, nem começa!
– Mas, ei! Espera.
– Já conheço a peça.
– É uma outra quimera.
– Também não me interessa.
– Por isso você fica uma fera?
– Não por isso. Quer saber? Vou nessa!
– Posso saber se você volta antes da primavera?
– Quem sabe. Eu não gosto de ficar devendo nenhuma promessa.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Da Pedra
Houve quem
visse na pedra
princípio de construção.
Outros a veem como
instrumento de depredação.
Aquele a viu como
fonte de inspiração
e aqueles nem a viram,
até o tropeção.
domingo, 31 de julho de 2011
A Saga da Sábia Que Se Sabia Feliz
Ela vivia
tão contente,
a inspirar poesia,
em meio àquela gente.
O seu olhar era guia
a quem lhe olhava de frente
e nenhum esforço fazia
para se mostrar sorridente.
Porque, não lhe cabia
um viver intransigente,
preso a qualquer nostalgia,
como quem se nega ao presente.
Se nem tudo era alegria,
a nada ficava indiferente.
O que tinha sentido, ela sentia;
sem se passar por inocente.
tão contente,
a inspirar poesia,
em meio àquela gente.
O seu olhar era guia
a quem lhe olhava de frente
e nenhum esforço fazia
para se mostrar sorridente.
Porque, não lhe cabia
um viver intransigente,
preso a qualquer nostalgia,
como quem se nega ao presente.
Se nem tudo era alegria,
a nada ficava indiferente.
O que tinha sentido, ela sentia;
sem se passar por inocente.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Às pazes, das fases
O amor que revelo
é o que não revela
nenhuma fotografia.
O adeus que cancelo,
nem a tudo cancela
dessa tua hipocrisia.
Nem por isso apelo,
como quem apela
a qualquer baixaria.
O teu sorriso é belo,
mas que seja mais bela
nossa vida em harmonia.
Porque, não me flagelo,
nem passo minha flanela
a dar brilho em covardia.
Esqueça teu riso amarelo.
Brincaremos de vaca amarela,
para reviver toda nossa alegria.
é o que não revela
nenhuma fotografia.
O adeus que cancelo,
nem a tudo cancela
dessa tua hipocrisia.
Nem por isso apelo,
como quem apela
a qualquer baixaria.
O teu sorriso é belo,
mas que seja mais bela
nossa vida em harmonia.
Porque, não me flagelo,
nem passo minha flanela
a dar brilho em covardia.
Esqueça teu riso amarelo.
Brincaremos de vaca amarela,
para reviver toda nossa alegria.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ponte no Mar do Amor
Não vou cantar
qualquer cantilena.
Nem mesmo vou rezar
nenhuma extensa novena.
Mas, se preciso for,
entrarei em quarentena,
a me condicionar ao amor
que encontrei nessa morena.
Ela é um belo horizonte.
Ao meu coração, é a safena.
Construirei, de versos, uma ponte.
A poesia me levará, até essa madrilena.
qualquer cantilena.
Nem mesmo vou rezar
nenhuma extensa novena.
Mas, se preciso for,
entrarei em quarentena,
a me condicionar ao amor
que encontrei nessa morena.
Ela é um belo horizonte.
Ao meu coração, é a safena.
Construirei, de versos, uma ponte.
A poesia me levará, até essa madrilena.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Amores Satisfeitos
Amores não são perfeitos,
nem são afeitos à confusão.
Amores só são bem feitos
quando sujeitos a restauração.
Amores têm mais direitos
do que os defeitos da obrigação.
Amores são mais que peitos
e todos os trejeitos da sedução.
Amores, quando são aceitos,
merecem respeitos em profusão.
Amores, mesmo que estreitos,
não são preceitos de alienação.
Amores vivem além dos leitos
e dos meros proveitos da relação.
Onde amores não forem confeitos,
que não sejam rejeitos de construção.
nem são afeitos à confusão.
Amores só são bem feitos
quando sujeitos a restauração.
Amores têm mais direitos
do que os defeitos da obrigação.
Amores são mais que peitos
e todos os trejeitos da sedução.
Amores, quando são aceitos,
merecem respeitos em profusão.
Amores, mesmo que estreitos,
não são preceitos de alienação.
Amores vivem além dos leitos
e dos meros proveitos da relação.
Onde amores não forem confeitos,
que não sejam rejeitos de construção.
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