Pelas minhas contas,
nós seguiremos divididos
enquanto andarmos às tontas,
feito aqueles números esquecidos
em operações que nunca estarão prontas
na matemática dos melhores momentos vividos.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Escolha de Um Filho da Mãe
Se pudesse escolher minha mãe,
escolheria a que errou em meio aos apertos.
Assim, pude aprender por conta alguns dos meus acertos.
Escolheria a que apontou certo meus erros,
por mais que eu errasse e, teimoso, continue a errar,
dentre aqueles muitos que ao longo da vida ainda terei por acertar.
Agora, o mais certo é que eu sempre escolheria
aquela que me deu à luz e segue a iluminar o meu viver,
mesmo que meu orgulho cegue e se negue à própria vida agradecer.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Acidentes Acontecem
- Por sorte, está vivo.
Correra porque gosta
de arriscar seu coração.
Naquele sentir efusivo,
despencou numa encosta,
ao amar sem qualquer noção.
Num acidente auto-afetivo,
no qual teve ternura exposta,
perdeu o controle da sua paixão.
domingo, 5 de agosto de 2012
De Chá, de Amores
– Seu chá de hortelã.
– Moço, eu não pedi nada.
– Quem mandou foi um seu fã.
– Posso saber por quem fui agraciada?
– Apenas que te amou ontem, hoje e amará amanhã.
– Ah, entendo. Por isso que eu já estava me sentindo enjoada.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Não Fale de Amor...
… a quem de tudo reclama.
… a quem por nada se inflama.
… a quem veja amor como drama.
… a quem entenda o amor feito trama.
… a quem não deita na grama.
… a quem lágrimas não derrama.
… a quem vê no amor atalho à cama.
… a quem não acenda ao amor sua chama.
… a quem busque amar pela fama.
… a quem pense amar sem sair da lama.
… a quem vislumbre amor só por panorama.
… a quem não entenda o modo como você ama.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
– Quem dera...
– Ah, nem começa!
– Mas, ei! Espera.
– Já conheço a peça.
– É uma outra quimera.
– Também não me interessa.
– Por isso você fica uma fera?
– Não por isso. Quer saber? Vou nessa!
– Posso saber se você volta antes da primavera?
– Quem sabe. Eu não gosto de ficar devendo nenhuma promessa.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Da Pedra
Houve quem
visse na pedra
princípio de construção.
Outros a veem como
instrumento de depredação.
Aquele a viu como
fonte de inspiração
e aqueles nem a viram,
até o tropeção.
domingo, 31 de julho de 2011
A Saga da Sábia Que Se Sabia Feliz
Ela vivia
tão contente,
a inspirar poesia,
em meio àquela gente.
O seu olhar era guia
a quem lhe olhava de frente
e nenhum esforço fazia
para se mostrar sorridente.
Porque, não lhe cabia
um viver intransigente,
preso a qualquer nostalgia,
como quem se nega ao presente.
Se nem tudo era alegria,
a nada ficava indiferente.
O que tinha sentido, ela sentia;
sem se passar por inocente.
tão contente,
a inspirar poesia,
em meio àquela gente.
O seu olhar era guia
a quem lhe olhava de frente
e nenhum esforço fazia
para se mostrar sorridente.
Porque, não lhe cabia
um viver intransigente,
preso a qualquer nostalgia,
como quem se nega ao presente.
Se nem tudo era alegria,
a nada ficava indiferente.
O que tinha sentido, ela sentia;
sem se passar por inocente.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Às pazes, das fases
O amor que revelo
é o que não revela
nenhuma fotografia.
O adeus que cancelo,
nem a tudo cancela
dessa tua hipocrisia.
Nem por isso apelo,
como quem apela
a qualquer baixaria.
O teu sorriso é belo,
mas que seja mais bela
nossa vida em harmonia.
Porque, não me flagelo,
nem passo minha flanela
a dar brilho em covardia.
Esqueça teu riso amarelo.
Brincaremos de vaca amarela,
para reviver toda nossa alegria.
é o que não revela
nenhuma fotografia.
O adeus que cancelo,
nem a tudo cancela
dessa tua hipocrisia.
Nem por isso apelo,
como quem apela
a qualquer baixaria.
O teu sorriso é belo,
mas que seja mais bela
nossa vida em harmonia.
Porque, não me flagelo,
nem passo minha flanela
a dar brilho em covardia.
Esqueça teu riso amarelo.
Brincaremos de vaca amarela,
para reviver toda nossa alegria.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ponte no Mar do Amor
Não vou cantar
qualquer cantilena.
Nem mesmo vou rezar
nenhuma extensa novena.
Mas, se preciso for,
entrarei em quarentena,
a me condicionar ao amor
que encontrei nessa morena.
Ela é um belo horizonte.
Ao meu coração, é a safena.
Construirei, de versos, uma ponte.
A poesia me levará, até essa madrilena.
qualquer cantilena.
Nem mesmo vou rezar
nenhuma extensa novena.
Mas, se preciso for,
entrarei em quarentena,
a me condicionar ao amor
que encontrei nessa morena.
Ela é um belo horizonte.
Ao meu coração, é a safena.
Construirei, de versos, uma ponte.
A poesia me levará, até essa madrilena.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Amores Satisfeitos
Amores não são perfeitos,
nem são afeitos à confusão.
Amores só são bem feitos
quando sujeitos a restauração.
Amores têm mais direitos
do que os defeitos da obrigação.
Amores são mais que peitos
e todos os trejeitos da sedução.
Amores, quando são aceitos,
merecem respeitos em profusão.
Amores, mesmo que estreitos,
não são preceitos de alienação.
Amores vivem além dos leitos
e dos meros proveitos da relação.
Onde amores não forem confeitos,
que não sejam rejeitos de construção.
nem são afeitos à confusão.
Amores só são bem feitos
quando sujeitos a restauração.
Amores têm mais direitos
do que os defeitos da obrigação.
Amores são mais que peitos
e todos os trejeitos da sedução.
Amores, quando são aceitos,
merecem respeitos em profusão.
Amores, mesmo que estreitos,
não são preceitos de alienação.
Amores vivem além dos leitos
e dos meros proveitos da relação.
Onde amores não forem confeitos,
que não sejam rejeitos de construção.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Panorama da Lama
Na minha preguiça de fama,
não quis saber de ser cantor.
Ser poeta foi o meu drama.
Eu queria era ser compositor.
Mas, nunca fui bom de trama
e a oportunidade não faz favor.
Só mantenho acesa a chama,
pelos que sabem me dar valor.
O meu terno é o meu pijama,
que no inverno me dá o calor.
Embora eu seja ruim de cama,
durmo a sonhar o grande amor.
não quis saber de ser cantor.
Ser poeta foi o meu drama.
Eu queria era ser compositor.
Mas, nunca fui bom de trama
e a oportunidade não faz favor.
Só mantenho acesa a chama,
pelos que sabem me dar valor.
O meu terno é o meu pijama,
que no inverno me dá o calor.
Embora eu seja ruim de cama,
durmo a sonhar o grande amor.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Das Impressões
Tenho a impressão,
a que mais dá na pinta,
de que a pessoa ressentida,
com mágoa de alguma paixão,
é como uma impressora sem tinta
que deixa de imprimir seu amor na vida.
a que mais dá na pinta,
de que a pessoa ressentida,
com mágoa de alguma paixão,
é como uma impressora sem tinta
que deixa de imprimir seu amor na vida.
domingo, 8 de maio de 2011
Mãe é o poço das memórias que compuseram nossas histórias.
Algumas máximas maternas:
Isso não é hora de andar por aí.
Eu preciso agora, por isso que pedi.
Vê se não demora, porque preciso de ti.
Esquece e não chora. Estou contigo aqui.
Minha nossa senhora! Como foi que esqueci?
Isso não é hora de andar por aí.
Eu preciso agora, por isso que pedi.
Vê se não demora, porque preciso de ti.
Esquece e não chora. Estou contigo aqui.
Minha nossa senhora! Como foi que esqueci?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
O romantismo sobrevive à rotina do casal?
O romantismo, quando vivido mutuamente e com felicidade, torna a rotina aliada de ambos. A menos que um dos dois finja ser romântico e, com o tempo, acabe por sentir-se saturado de "tanto amor". Pois, rotina pressupõe organização e hábitos cotidianos, compartilhados ou separados. A individualidade sendo respeitada, a rotina não é pretexto para nada. O melhor da rotina é vê-la, vez por outra, ser quebrada.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Caras Pintadas
A comunidade indígena,
da pátria sempre apartada
feita uma espécie alienígena,
hoje tem seu dia de cara pintada.
Não é cara de quem sonha.
É a real cara séria e fechada,
que ainda lhe resta de vergonha;
visto que, não lhe resta quase nada.
Todas as falsas caras pálidas,
transitam pela surreal esplanada.
Cúmplices das suas leis esquálidas,
se perpetuam entre governos de fachada.
Os índios, hoje, se vestem de luto.
Os legítimos filhos da terra mãe amada,
vivem segregados ao descaso de seu reduto.
Muitos deles, já são os migrantes da nação favelada.
da pátria sempre apartada
feita uma espécie alienígena,
hoje tem seu dia de cara pintada.
Não é cara de quem sonha.
É a real cara séria e fechada,
que ainda lhe resta de vergonha;
visto que, não lhe resta quase nada.
Todas as falsas caras pálidas,
transitam pela surreal esplanada.
Cúmplices das suas leis esquálidas,
se perpetuam entre governos de fachada.
Os índios, hoje, se vestem de luto.
Os legítimos filhos da terra mãe amada,
vivem segregados ao descaso de seu reduto.
Muitos deles, já são os migrantes da nação favelada.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Causas e Efeitos
Passados os medos,
presentes na apresentação,
eles reservaram futuros segredos
a uma melhor e mais oportuna ocasião,
onde saberiam se os efeitos dos seus torpedos
persistiriam além dos efusivos impulsos daquela paixão.
presentes na apresentação,
eles reservaram futuros segredos
a uma melhor e mais oportuna ocasião,
onde saberiam se os efeitos dos seus torpedos
persistiriam além dos efusivos impulsos daquela paixão.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Clarice
Em toda minha tolice,
a dor maior é a timidez.
Nunca sei da minha vez,
nesta síndrome de crendice.
Veja quanta maluquice,
para descrever tua beleza.
Pois, quando está na mesa,
tu bem representa ser Alice.
Ainda que se medisse,
a minha real capacidade,
não se descobriria verdade,
no que por ti eu não sentisse.
Engana-me a meninice
que há no teu ar de mulher.
Tanto quanto, se eu te disser
que é falsa esta minha velhice.
Não chegarei à pieguice,
nos versos que planto agora,
mas quero colher, sem demora,
alimento para esta minha burrice.
a dor maior é a timidez.
Nunca sei da minha vez,
nesta síndrome de crendice.
Veja quanta maluquice,
para descrever tua beleza.
Pois, quando está na mesa,
tu bem representa ser Alice.
Ainda que se medisse,
a minha real capacidade,
não se descobriria verdade,
no que por ti eu não sentisse.
Engana-me a meninice
que há no teu ar de mulher.
Tanto quanto, se eu te disser
que é falsa esta minha velhice.
Não chegarei à pieguice,
nos versos que planto agora,
mas quero colher, sem demora,
alimento para esta minha burrice.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Utópico do Amor
Eu passaria
a vida a dizer,
do quanto amaria,
mais que amor a fazer.
Eu bem poderia
chegar a responder,
através de uma poesia,
o que do meu amor vai ser.
Talvez, algum dia,
ele venha se arrefecer.
Por ora, ele é a alquimia,
que faz dourado o meu viver.
Diferente da magia,
ninguém sabe esconder
o segredo de uma real alegria
que a pessoa não consegue conter.
Sem amar, eu não teria
justificativa a esse meu saber.
Se a ciência descobrir maior utopia,
a essa realidade, sempre irei me prender.
a vida a dizer,
do quanto amaria,
mais que amor a fazer.
Eu bem poderia
chegar a responder,
através de uma poesia,
o que do meu amor vai ser.
Talvez, algum dia,
ele venha se arrefecer.
Por ora, ele é a alquimia,
que faz dourado o meu viver.
Diferente da magia,
ninguém sabe esconder
o segredo de uma real alegria
que a pessoa não consegue conter.
Sem amar, eu não teria
justificativa a esse meu saber.
Se a ciência descobrir maior utopia,
a essa realidade, sempre irei me prender.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Ser ou não Ter
Que seja cantiga,
antes de cantada.
Que seja designa,
antes de designada.
Que seja maligna,
antes de amaldiçoada.
Que seja fadiga,
antes de fadigada.
Que seja briga,
antes de obrigada.
Que seja digna,
antes de indignada.
Que seja intriga,
antes de intrigada.
Que seja benigna,
antes de beneficiada.
antes de cantada.
Que seja designa,
antes de designada.
Que seja maligna,
antes de amaldiçoada.
Que seja fadiga,
antes de fadigada.
Que seja briga,
antes de obrigada.
Que seja digna,
antes de indignada.
Que seja intriga,
antes de intrigada.
Que seja benigna,
antes de beneficiada.
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